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PRIORIZANDO A FAMÍLIA!

PRIORIZANDO A FAMÍLIA!

VOCÊ ANDA PRIORIZANDO SUA FAMÍLIA?

Muitas vezes, nós acabamos dedicando nossa atenção mais para a vida profissional do que pessoal, o que pode aumentar, e muito, o nosso estresse!

Agendamos todos os nossos compromissos profissionais, mas por qual motivo será que não colocamos na agenda nossos compromissos pessoais, como o de estar com a família?

Aqui vai algumas dicas do coaching de bem-estar e saúde:

  1. Pegue um papel e escreva o que você anda priorizando em sua agenda.
  2. Agora reflita: Por que eu gostaria de ter mais tempo com a minha família?
  3. O que precisa mudar para você ter um tempo maior com ela?
  4. O que você pode delegar?
  5. O que você pode cancelar que não seja relevante em sua agenda?
  6. Há algo que não seja tão urgente? Reagende!
  7. Programe ainda essa semana um momento com sua família e trate como prioridade.
  8. Estar com quem amamos nos dá maior bem-estar!
  9. Agora, vamos falar sobre estar presente com a sua família, segundo a Mindfulness.
  10. Observe se você está totalmente lá ou se os seus pensamentos ainda estão no trabalho.
  11. Se possível deixe seu celular distantes e experimente colocar total atenção no que cada um está falando.

Receio de trabalhar menos?

As dicas acima ajudarão você a planejar sua vida pessoal, assim não precisará estar com a sua mente na família quando estiver trabalhando, além de que estar com a sua família agregará sentimentos profundos e conexão com o próximo. Já deu pra entender que até sua vida profissional será beneficiada a partir desse equilíbrio da sua vida pessoal. Viva a vida com harmonia!

Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retirada pelo publicador. Divulgado em: Eu Sem Fronteiras (www.eusemfronteiras.com.br) pela Colunista Bem-Estar Saúde Coaching.

 

  • Matéria retirada da revista Materlife, Agosto de 2018. Edição 164.
BRINCANDO…

BRINCANDO…

Brincando dos 18 aos 24 meses!

O tempo passou rápido e finalmente chegamos à idade da imaginação!

Durante este período de desenvolvimento, seu filho foi aperfeiçoando habilidades motoras, de linguagem, cognitivas e afetivas.

Agora consegue correr, subir, descer escada e já é capaz de andar em um triciclo. Executa movimentos finos e complexos com as mãos, encaixando e montando objetos e brinquedos. Dois ou três cubos em fila podem virar um trem!

Rabisca e imita um traço vertical. Ofereça giz de cera e muito papel. Deixe seu pequeno artista se expressar. Brincadeiras com “massinha” também podem ser empregadas, explorando esta capacidade motora e estimulando a criatividade.

Nunca se esqueça da segurança do material utilizado. Obedecem ordens simples e seu vocabulário inclui até 50 palavras. Conseguem formar frases pequenas e chamam-se pelo próprio nome.

Buscam independência. Já conseguem se vestir sozinho e seguram com firmeza a colher. Por outro lado, estabelecem fortes vínculos afetivos com os pais. É por volta dos 2 anos que a personalidade se torna mais definida. A descoberta do “mundo do faz de conta”, possibilita uma nova relação com tudo o que o cerca.

Através da brincadeira, imitam o que vivenciaram ou vivem além de corrigir os aspectos insatisfatórios do real.

Ofereça brinquedos como bonecas, bichinhos de plásticos, carrinhos e observe o que seu filho é capaz de fazer. Aliás, brinque com ele e de asas a sua imaginação também.

E através da criatividade induzida pelo jogo, pelo brinquedo que seu filho irá se inserir socialmente dentro do espaço que vive, propiciando em perfeito amadurecimento emocional.

Dra. Angelina Maria Freire Gonçalves.

  • Matéria retirada da revista Materlife, Agosto de 2018. Edição 164.

 

EDUCAR A CRIANÇA: QUANDO COMEÇAR?

EDUCAR A CRIANÇA: QUANDO COMEÇAR?

Quando se deve começar a Alfabetizar uma criança?

A questão sobre a idade ideal para alfabetizar uma criança tem sido alvo de intensos debates há muitos anos. Da mesma forma como permanece ainda hoje ativa a questão sobre quais os conteúdos a serem ensinados na Educação Infantil. Há pelo menos 30 anos o debate pendia mais para a resposta de que se deve alfabetizar apenas quando a criança entra no Ensino Fundamental, por volta dos 7 anos, principalmente por questões de desenvolvimento baseados na teoria piagetiana ou em crenças populares.

No entanto, é necessário responder essa questão com base nas mais recentes evidencias cientificas e não apenas com proposições ideológicas ou desatualizadas.

Atualmente, acumulamos um grande corpo de evidencias cientificas acerca dos processos de ensino e de aprendizagem da linguagem escrita. Esses resultados de pesquisas, brasileiras e estrangeiras, nos mostram que a aquisição das habilidades de leitura e de escrita é um processo que começa muito precocemente ainda nos primeiros anos da infância. Por esta razão advogo em favor da importância do papel de uma Educação Infantil de qualidade que garanta essas habilidades básicas para alfabetização.

Dentre as proposições que são contrarias ao ensino de leitura e de escrita na Educação Infantil, muitas delas encontram respaldo em teorias antigas (desatualizadas) e conhecimento não cientifico de base mais mítica do que empírica. Aliás, é preciso deixar claro que não se trata de ensinar a ler e escrever na Educação Infantil, mas sim de ensinar habilidades que são pré-requisitos para alfabetação no Ensino Fundamental. Essas habilidades podem facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita no Ensino Fundamental, além de que existem evidencias de que tais habilidades são capazes de diferenciar os bons leitores dos maus leitores mesmo no final do ensino fundamental.

Um ponto de partida essencial é entender que pré-requisito fundamental para aprender a ler e escrever é ter o domínio da linguagem oral. Qualquer leitor que aprendeu a ler em português conhece também o alfabeto Inglês (já que é o mesmo), mas nem por isso pode entender textos em inglês se não sabe falar inglês (não aprendeu a fonologia do inglês).

É preciso, portanto, reconhecer que a linguagem escrita representa, isto é, registra a linguagem falada. De tal modo, que quando as crianças entram na Educação Infantil, aos 4 ou 5 anos, elas já estão dominando um importante pré-requisito que é a linguagem oral.

Dessa forma, pode-se perguntar quando se começa a aprender a ler e escrever? De certo modo, desde os primeiros momentos em que nascemos, quando já começamos a ser expostos a nossa língua materna (aliás existem evidencias de que mesmo ainda durante a gestação já temos influencias dos sons da nossa língua), quando somos expostos à letras, a nomes escritos, à historias, livros e etc.

No entanto, aprender a falar é uma coisa que fazemos, de modo geral, sem muitas dificuldades e espontaneamente, isso é sem a necessidade de uma escola, mas para aprender a ler e escrever precisamos sim de uma escola ou alguém que nos facilite essa aprendizagem, ensinando como funciona o sistema alfabético. É importante frisar também, que embora as crianças de 5 anos possam corrigir frases erradas como “O menina chutou a bola” dizendo que o correto são “A menina chutou a bola”, elas não sabem explicar o porquê a frase estava errada. Isso significa que elas adquirem conhecimentos implícitos da língua oral, mas para aprender a ler e escrever é preciso refletir sobre a língua, é preciso adquirir conhecimentos explícitos.

Quais são as habilidades necessárias para aprender a ler e escrever?

Para aprender a ler e a escrever com eficiência é preciso entender que letras representam os sons das palavras faladas. Dessa forma, tratarei aqui de duas habilidades essenciais: o conhecimento alfabético e a consciência fonêmica (e consciência fonológica). Essas duas habilidades têm sido reconhecidas em inúmeras pesquisas como dois dos melhores preditores do sucesso na alfabetização.

Conhecimento Alfabético

É preciso ensinar as crianças a reconhecer o nome, a forma e os sons das letras. Essa deve ser uma das bases da alfabetização e é o que denominamos de conhecimento alfabético.

Embora possa parecer a você leitor proficiente que conhecer letras seja algo trivial, que se aprenda espontaneamente sem qualquer dificuldade, isso não passa de uma mera ilusão. É preciso ensinar as crianças a reconhecer o nome, a forma e os sons das letras. Essa deve ser uma das bases da alfabetização e é o que denominamos de conhecimento alfabético.

Para conseguir ler com eficiência as palavras dentro e fora de um texto, nós precisamos ler as palavras por reconhecimento automatizado. Isso significa que nós lemos as palavras com rapidez e precisão porque elas foram armazenadas previamente na nossa memória e a maneira mais eficaz de isso ocorrer é criando conexões entre letras e sons.

As crianças não podem simplesmente descobrir espontaneamente algo que foi inventado há mais de 3000 anos. Isso é, não podem descobrir porque símbolos arbitrariamente significam determinados sons ou o porquê quando se desenha “d” é diferente desse símbolo “b” ou deste “q” ou deste “p”. Deve-se reconhecer que historicamente se convencionou que esses símbolos em posições distintas representam sons distintos, então é preciso ensinar quais os nomes, as formas e os sons desses símbolos chamados letras.

Consciência fonológica

Outra habilidade fundamental para aprender a ler e escrever é a que chamamos de consciência fonológica. Trata-se da habilidade de prestar atenção e conseguir manipular intencionalmente os sons que compõe as palavras faladas. Quando nós ouvimos uma frase, não é possível perceber os espaços existentes entre as palavras, nós ouvimos sons coarticulados. Pessoas alfabetizadas passam a perceber os limites entre as palavras dentro de uma frase falada, mas isso é um efeito psicológico. Quando passamos a prestar atenção nesses intervalos de espaço entre as palavras começamos a desenvolver a consciência da palavra, que é um dos níveis de consciência fonológica. Ulteriormente, passamos a prestar atenção em segmentos sonoros menores como rimas, sílabas e a principal unidade sonora que são os menores sonsas das palavras, chamados de fonemas.

Cabe destacar que não necessariamente nós desenvolvemos todos esses níveis de consciência fonológica naturalmente se não fomos ensinados para tanto. Por esta razão evidencia-se mais uma vez que é preciso ensinar essas habilidades, o que pode ser feito de modo muito simples por meio de jogos e outras atividades lúdicas na Educação Infantil.

Ora, é essencial desenvolver a consciência fonêmica, ou seja, a capacidade de perceber que dentro de cada palavra existem pequenos pedaços de sons que são diferentes. A consciência fonêmica (ou consciência dos fonemas) é fundamental para a alfabetização, pois permite que a criança observe que para cada som deve-se usar uma ou mais letras (refiro-me aos dígrafos com CH).

Juntamente com o conhecimento alfabético, a consciência dos fonemas permite que as crianças adquiram o que se chama de mapeamento ortográfico que é a forma como armazenamos palavras eficazmente na memória, criando conexões entre letras e sons.

Para concluir, retomo a defesa de que a deve-se ensinar a ler e a escrever desde sempre. Não existem evidências de que as crianças só conseguem lidar com letras e sons aos 7 anos, o que existe são evidências de que mesmo crianças muito mais jovens podem aprender a ler se elas conhecem as letras e seus sons. O que realmente importa, em se tratando de alfabetização, é o conhecimento e o uso que as crianças fazem das letras e seus sons.

Uma questão que faço aos críticos é quais são os reais prejuízos de se ensinar letras e sons para as crianças? As minhas experiências sempre me mostraram que na realidade as crianças, mesmo mais jovens gostam muito de saber o que são as letras e como usá-las para dizer coisas. Não é preciso tratar o assunto da alfabetização como algo difícil e cruel, basta reconhecer que com atividades simples é possível estimular e ensinar as crianças, desde muito cedo, a reconhecer letras e seus sons. Não apenas a minha opinião, mas as evidências cientificas mostram que esses conhecimentos vão ajudar e muito as crianças a aprender a ler e escrever com mais sucesso e prazer.

Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retirada pelo publicador. Divulgado em: Prof. Dr Renan de Almeida Sargiani, Psicólogo CRP 06/109086, Doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo. (www.psicologiaexplica.com.br).

  • Matéria retirada da revista Materlife, Agosto de 2018. Edição 164.

4 à 8 MESES E SUAS HABILIDADES!

4 à 8 MESES E SUAS HABILIDADES!

PERÍODO: 4-8 MESES

MANIPULAÇÃO E REPETIÇÃO

De 4 a 8 meses muitas habilidades se desenvolvem, o que constituiu, segundo Piaget, a fase da “assimilação generalizada”. A criança já é capaz de interagir com o meio, explorando o ambiente com curiosidade. Executa movimentos repetitivos como bater e sacudir, recupera objetos, reconhece familiares e exige atenção.

Aos 4 meses ergue o tronco e a cabeça, levanta as pernas e vira de lado; apoia-se nas mãos e se estica para alcançar objetos. Tem boa acuidade visual. Já emite sons e adora balançar brinquedos sonoros.

Aos 5 meses segura objetos, passando-os de uma mão para outra e se arrasta para pega-los; chupa os dedos dos pés e brinca com eles. É capaz de balbuciar sons e se alegra com sua imagem no espelho. Fica tímido na presença de estranhos e sorri para rostos familiares. Consegue diferenciar cores. Brincadeiras na hora do banho com brinquedos flutuantes (patinhos de borracha ou livrinhos de banho) são adequadas nesta fase, além de tapetes de atividade com sons e espelhos; brinquedos coloridos e que emitam sons como chocalhos e mobiles. Procure espalhar os brinquedos para que alcance. A cor vermelha estimula; o verde e o azul acalmam.

Aos 6 meses leva tudo a boca, estica os braços para pedir colo, repete silabas e faz caretas. Vira a cabeça para localizar sons e procura objetos. Cubos com guizos ou ilustrações, mordedores ou argolas para puxar e morder são os mais adequados. Procure colocar alimentos diferentes nas mãos do bebe. Brinquedos menores ajudam a estimular habilidade motora fina, já que encorajam o uso da mão.

Aos 7 meses senta-se com apoio e começa a engatinhar. Repete sons e explora o ambiente e os brinquedos. Tem interesse por figura e livros, que pode ser utilizado como brinquedo em texturas e cores diferentes. Interaja com seu filho contando histórias.

Aos 8 meses senta sem apoio, engatinha e solta objetos para serem pegos. Entendem o significado da palavra “não” e reconhecem o nome. Jogos de interação (em que se aperte algum botão com emissão de sons) já podem ser usados. E um mundo cheio de possibilidades começa a se abrir….

Dra. Angelina M. F. Gonçalves.

  • Matéria retirada da revista Materlife, Maio de 2018. Edição 161.

 

 

PAIS: VOCÊS ESTÃO PREPARADOS PARA SEU FILHO ENTRAR NA ESCOLA?

PAIS: VOCÊS ESTÃO PREPARADOS PARA SEU FILHO ENTRAR NA ESCOLA?

“Não pense que só a criança tem de se adaptar ao início da vida escolar. Os pais também precisam de um tempo para assimilar essa nova etapa”.

Confie na escola
Parece óbvio, mas nem sempre acontece. É o primeiro passo para que a criança também se sinta segura no novo local. “É como se a mãe autorizasse alguém a cuidar do filho dela, e é nessa autorização que o processo de adaptação da família começa a dar certo”, afirma Liamara Montagner, coordenadora de educação infantil. Para que haja confiança, por sua vez, é importante que a escolha da escola tenha sido bem trabalhada. Quando é indicação de amigos ou familiares, fica fácil. Para quem não tem tais referências, esse vínculo se estabelece na medida em que os pais conhecem e se identificam com os princípios que norteiam o projeto pedagógico e a concepção de aprendizagem. E, naturalmente, precisam acreditar nesses valores éticos e morais estabelecidos pela escola.

Converse sempre com a equipe pedagógica
Não só as crianças, mas também os pais têm de ser assistidos no processo de adaptação. Esclarecendo dúvidas e conversando sobre eventuais incômodos, angustias e insatisfações com coordenadores e professores, os pais adquirem intimidade com a escola e se sentem mais confortáveis em relação a ela.

Aproveite a troca entre pais
O processo de adaptação é uma oportunidade de os pais se conhecerem, interagirem e compartilharem sentimentos. Nas conversas, descobrem que as crianças são muito semelhantes entre si e que eles, por sua vez, estão passando pelas mesmas angustias. Ao mesmo tempo, vão criando um vínculo no ambiente escolar. “Mães e pais que têm filhos mais velhos na escola exercem um papel importante nessa hora, pois passam segurança para os que estão sendo recebidos pela primeira vez”, diz a psicopedagoga Edimara de Lima, diretora da escola.

“Nos primeiros dias, a pontualidade na hora de buscar é crucial. Um atraso pode deixar a criança insegura, com medo de que a mãe não volte, e dificultar a despedida e a permanência nos seguintes”

Lembre-se de que conquistas requerem esforços
Existe uma tendência de os pais quererem superproteger os filhos, evitando ao máximo que sofram. Mas é importante lembrar que o ingresso na escola e as primeiras separações da mãe ou de casa fazem parte do processo de crescimento da criança”, afirma Paula Bacchi, orientadora de escola infantil. Ela acrescenta que os pais devem ter em mente que certas conquistas vêm acompanhadas de dificuldades. Representam também um amadurecimento da criança, e a escola é um excelente ambiente para isso acontecer.

Atente para o tom da separação
Despedidas dramáticas, duradouras e carregadas de emoção são um prato cheio para dificultar a entrada das crianças na escola. Independentemente do comportamento delas, os pais devem procurar dar um tom leve e até mesmo prático às despedidas. Duro, né? Mas é fundamental para que a criança perceba que não existe a opção de um choro segurar o pai ou a mãe na escola por mais tempo.

Preserve a rotina da criança em casa
Não é hora de mudanças de cama, de quarto, retirada de fraldas, chupeta, mamadeira e coisas do gênero.

Adapte-se aos horários e tenha assiduidade
Nos primeiros dias, a pontualidade na hora de buscar é crucial. Um atraso pode deixar a criança insegura, com medo de que a mãe não volte, e dificultar a despedida e a permanência nos dias seguintes,” diz Edimara de Lima, diretora pedagógica. Mesma pontualidade no início do dia também para que a criança inicie as atividades com o grupo. Evite faltas, para que a criança se insira logo na rotina escolar.

Tenha cuidado com o que diz – e com o que não diz
Algumas armações, por mais inofensivas que possam parecer, costumam atrapalhar significativamente o processo de adaptação da criança. Na despedida, por exemplo, frases como “você vai ficar bem, não é?” ou “você não vai chorar, vai?” acabam sugerindo à criança que tenha comportamentos desse tipo. Criar expectativas exageradas, dizendo à criança que ela vai adorar, que a escola é maravilhosa, que as professoras são fantásticas, etc., também podem ser prejudiciais, pois podem gerar decepções para o pequeno. Por fim, nunca minta para seu filho (dizendo que vai para um lugar, caso vá para outro) e, por mais que ele esteja brincando bem tranquilo, nunca vá embora sem se despedir. Isso quebra a relação de confiança com a mãe e pode gerar na criança o medo de ser abandonada naquele lugar estranho.

Choros são normais
O choro não significa que a criança não está gostando da escola. É uma maneira de ela dizer que é difícil se despedir da mãe. Paula Bacchi, diretora de colégio, acrescenta que é comum esse choro terminar assim que as mães viram as costas. Se o lamento se prolongar, vale investigar, claro. Ah, sim, há muita mãe que também não aguenta lágrimas. Mas tem de, pelo menos, não deixar a criança ver.

Não demonstre ter dúvidas
Comentários negativos em relação à escola nunca devem ser feito diante delas. Se a criança perceber a insegurança da mãe, pode tomar o sentimento para si ou ainda se aproveitar da situação e recorrer a chantagens emocionais.

Tenha paciência
A maioria das crianças leva uma ou duas semanas para se adaptar à escola. Há algumas que levam dias e outras, meses. Isso não quer dizer que as de adaptação mais lenta vão gostar menos da escola. Significa apenas que precisam de um pouco mais de tempo. Resta respeitar o ritmo da criança.

Afaste-se por um tempo dos relacionamentos antigos
No caso de crianças que estão mudando de escola, convém, durante o período de adaptação, não incentivar o contato frequente com amigos da escola antiga. Depois de a adaptação estar bem-sucedida, o contato pode voltar a ser como era, mas, no início, é bom dar a chance para o pequeno receber o novo ambiente com certo afastamento da vivência anterior.

Sem culpas ou cobranças
Especialmente entre mães que colocam as crianças cedo na escola por motivos profissionais, a culpa é muito comum. “Mãe trabalhando em período integral é a realidade de muitas famílias, e a criança terá de conviver com isso. Não é um mal, mas um componente da família, que gera satisfação pessoal para a mãe ou, no mínimo, um aumento de renda familiar”, diz a psicopedagoga Edimara de Lima. Por isso, não é caso de se cobrar em relação às dificuldades próprias ou dos filhos.

Respeite as orientações
“É fundamental que os acompanhantes das crianças na adaptação atendam às solicitações passadas pelas professoras e pela coordenação da escola”, diz Liamara Monstagner. E nos detalhes, respeite a experiência da equipe no assunto.

Está tudo bem. Mas acabou?
Um belo dia, a criança chega feliz à escola, despede-se dos pais, fica bem durante todo o período e volta para a casa lembrando as coisas boas vividas no dia. A adaptação está concluída? Talvez. É possível que seu filho, que ficou ótimo na primeira semana de aulas, apresente dificuldades na semana seguinte. Outra criança pode apresentar problemas dali a 15 dias ou um mês. Segunda-feiras, volta de feriados e especialmente de férias também são momentos delicados, em que choros e reclamações nas despedidas podem voltar a aparecer. O importante, então, são os pais, como sempre, conversarem com a escola, que vai atentar também para eventuais jogos emocionais feitos pela criança. Satisfeitos com a escola escolhida, acreditem que é o lugar onde tudo acontece pelo bom desenvolvimento e bem-estar da criança. Boa sorte!

• Matéria retirada da revista Materlife, Dezembro de 2018. Edição 168.

BABÁ, CRECHE OU PARENTES?

BABÁ, CRECHE OU PARENTES?

Com quem deixar o bebê depois da licença-maternidade?

Ao terminar a licença maternidade, a mulher vivencia um momento de estresse, pois está preocupada com a manutenção do aleitamento materno, a incerteza de como a criança vai se adaptar à mudança alimentar e “quem” ou “onde” deixa-la com segurança quando voltar ao trabalho.

O bebê acredita que ele e a sua mãe são ser único, daí a importância de se colocar a criança em contato com alguém que lhe tenha afeto, para substituir sua mãe que está no trabalho. Para a criança, é fundamental estar com alguém que supra suas necessidades básicas de alimentação, higiene, sono e afeto.

Deixar a criança com uma das avós u parente, com uma babá de confiança ou em uma creche são todas boas opções, cabendo a mulher escolher uma delas, pensando os prós e os contras de cada uma, no seu contexto sociocultural. A melhor opção é aquela que a deixe tranquila, levando em conta a qualidade da atenção e a segurança da criança, a fim de que ela cresça saudável e desenvolva todo seu potencial.

“Deixar a criança com o pai, avós ou outro parente de confiança, para a mãe, tem a vantagem da sensação de paz, importante para não atrapalhar o aleitamento materno”.

O pediatra poderá ajudar nessa escolha, baseado no conhecimento dos antecedentes familiares e pessoais, além da percepção das necessidades especificas de cada criança.

Deixar a criança com o pai, avós ou outro parente de confiança, para a mãe, tem vantagem da sensação de paz, importante para não atrapalhar o aleitamento materno e favorecer a tranquilidade para o trabalho.

Quanto ao bebê e à babá, o maior conflito é a sensação da mãe de que sua criança está muito ligada afetivamente com sua cuidadora. Uma babá poderá ser uma boa escolha, desde que atenda a alguns requisitos. O ideal será que a babá seja saudável, simpática, dinâmica e com escolaridade mínima de ensino médio, experiência com lactentes e conhecimentos básicos de prevenção de acidentes e de primeiros socorros. a exigência da educação formal se deve  ao fato de que as pesquisas mostram os piores indicadores de saúde relacionados a baixa escolaridade.

A criança em seu própria ambiente, com uma babá de confiança, poderá ter menos infecções respiratórias e de pele que aquela que convive em ambiente com muitas pessoas. Por outro lado, perde-se a oportunidade de socialização, muito rica nessa faixa etária.

Escolhendo a creche

Em relação às creches, é importante conhecer várias e observar alguns aspectos, antes de fazer a escolha. Observe os seguintes pontos:

  1. Recursos humanos (cuidadores): quem são, sua formação, experiência, cursos, etc.;
  2. A infraestrutura física: para identificar se é um ambiente seguro com relação a degraus, escadas, rampas, móveis, pintura dos móveis e brinquedos, parquinho, fraldário, adequação dos banheiros, pias, cozinha, etc.;
  3. Alimentação: quem cuida? Observar a higiene, os produtos utilizados, os utensílios, onde e quem prepara os alimentos, etc.;
  4. Há convênio com algum serviço de urgência e emergência? Se não, como resolvem os problemas de acidentes?
  5. Proximidade do trabalho ou de familiares que possam dar suporte, quando necessário.

A principal vantagem em escolher a creche é o incremento do desenvolvimento neuropsicomotor da criança que aprende rápido, convivendo com outras crianças. A linguagem, principalmente, é bastante desenvolvida nas crianças que convivem com outras.

Destaque: Para a criança é fundamental estar com alguém que supra suas necessidades básicas de alimentação, higiene, sono e afeto.

Fonte: SBP – www.conversandocomopediatra.com.br

  • Matéria retirado da revista Materlife, Dezembro de 2018. Edição 168.