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Música, saiba de que maneira ela pode ajudar seu filho!

Música, saiba de que maneira ela pode ajudar seu filho!

COMO A MÚSICA PODE AJUDAR MEU FILHO?

Bebês e crianças pequenas, de 1 a 3 anos, têm muito a ganhar ouvindo música. É divertido e estimula o movimento, o que é importante para os pequenos desenvolverem habilidades físicas e coordenação motora. Crianças aprendem se movimentando. A música também ajuda a fortalecer seu vínculo com seu filho, pois ele vai adorar ver você dançar ou cantar. Imagine só a alegria que vocês vão compartilhar dançando ao som de melodias suaves, ou como ele vai se divertir pulando com músicas enérgicas.

Não há provas cientificas de que crianças expostas à musica desde cedo fiquem mais inteligentes, como se chegou a acreditar. Mas há muitos outros benefícios.

Que tipo de música é melhor para o meu filho?

Deixe seu filho escutar o que ele gostar. Experimente suas próprias músicas favoritas. Não é porque ele é criança que só pode ouvir música de criança. Teste música erudita, samba, rock, o que quiser. Qualquer opção com uma boa melodia ou uma batida interessante funciona, mas músicas lentas podem funcionar melhor na hora de dormir.

De manhã, toque música clássica (experimente algo bem alegre, como um concerto para piano de Chopin ou “As Quatro Estações”, de Vivaldi), para ele acordar com o astral leve e para cima.

Crianças mais velhas podem gostar ainda de músicas com letras que consigam acompanhar. Há muita coisa boa no mercado de música infantil. Músicas de adulto que tenham letras interessantes ou engraçadas também fazem sucesso.

Na hora de escolher a música, pense em algo simples e alegre. Talvez você prefira ficar longe de rock, grunge ou rap, mas tudo depende de cada família.

As seleções musicais não precisam ser só gravadas. Cante você, de vez em quando. Músicas com trocadilhos, como “O sapo não lava o pé”, são divertidas, assim como as com gestos. Se seu repertorio está meio enferrujado, pergunte na escola que música as crianças gostam de cantar, ou então em uma loja de CDs.

Tocar um instrumento musical ajuda a criança?

Sim, se a criança tiver pelo menos 3 anos. É quando os circuitos do cérebro necessários para o aprendizado de música começam a amadurecer. Estudos sugerem que aulas de música beneficiam o cérebro. Uma pesquisa da Universidade em Irvine mostra que crianças de 3 e 4 anos, que estudavam piano, se saíram melhor em testes que mediram seu raciocínio espacial e temporal (a capacidade de pensar no espaço e no tempo) do que as que não estudavam o instrumento.

O autor do estudo, Gordon Shaw, diz que essas crianças podem até aprender a decifrar problemas matemáticos complexos mais do que outros que não tiveram treinamento musical. O piano é um bom instrumento para começar, diz Shaw, porque as crianças não precisam ser boas em um dedilhado especial, como acontece com o violão ou violino.

Além disso, a progressão linear das teclas do piano ajuda a entender o conceito de escala musical.

Outro estudo sugere que aulas de música aguçam o cérebro, mas a pesquisa foi feita com crianças mais velhas. Cientistas da Universidade Chinesa em Hong Kong publicaram um estudo na revista “Nature” afirmando que crianças que estudaram música por pelo menos seis anos, antes de completar 12 anos, aprenderam mais palavras do que as outras.

Martin Gardiner, da Escola de Música de Providence, em Rhode Island (EUA), examinou o efeito das aulas de música e de arte em um grupo de crianças de 5 a 7 anos, que eram consideradas “atrasadas”. De acordo com a revista “The Economist”, após sete meses de aulas, o grupo passou por um teste de leitura, escrita e matemática e mostrou que havia alcançado os outros amiguinhos em leitura e escrita e que os havia ultrapassado em matemática.

Atenção aos limites

Deixe a música ser uma parte integral da vida do seu filho, mas não tente transformá-lo em um gênio musical. Crianças-prodígio, como Mozart, que escreveu sua primeira sinfonia aos 8 anos de idade, são raras.

Se você oferecer ao seu filho a chance de viver cercado de música, variando os estilos, ele provavelmente será uma pessoa que gostará de todo tipo de música, o que já grande coisa.

Encoraje-o a aprender um instrumento musical, mas não force. Deixe-o curtir. É um processo de enriquecimento. O importante é manter a música presente. Quando você expõe uma criança à cultura, ela adquire um gosto pelas coisas da vida que proporcionam bem-estar e satisfação – como a música.

É melhor não deixar seu filho usar fones de ouvido. A audição dele é preciosa. Na adolescência têm sido muito frequentes as lesões auditivas serias e definitivas pelo uso de fones de ouvido em volume elevado.

Fones de ouvido só devem ser permitidos a partir dos 7 ou 8 anos de idade, e mesmo assim se a criança obedecer aos pais e não exagerar no volume.

 

Matéria retirada da revista Materlife, Fevereiro de 2019. Edição 170.

 

 

Seu filho tem cólica? Confira aqui dicas especiais de como lhe dar com esse incomodo.

Seu filho tem cólica? Confira aqui dicas especiais de como lhe dar com esse incomodo.

QUANDO O CHORO É CÓLICA, O QUE FAZER?

Mariana tem 31 anos e é mãe do primeiro filho, André, que está com 30 dias de vida. Desabafa com sua mãe dizendo: – “Não imagina que um bebe pudesse chorar tanto como o André. Há 10 dias chora sem parar todas ás tardes das 5 até às 8, sem motivo aparente. Além desse período, chora pelo menos duas ou três horas, inclusive na madrugada!” Não é só choro, ele também fica vermelho, se mexendo e resmungando. Às vezes piora quando dou de mamar” Continua: – “Eu achava que estava prepara para ser mãe. Li muito a respeito antes e depois de engravidar. Estou ficando desesperada de ver que a teoria não está ocorrendo na prática. O pai quando chega do trabalho tenta ajudar mas também não tem sucesso. Conversamos sobre o problema, mas estávamos começando a nos desentender…”

Choro nos primeiros meses de vida faz parte do desenvolvimento neuro-comportamental do lactente1. Pode ser ocasionado por vários fatores como fome, necessidade de troca de fraldas, sono, calor, frio, ambiente agitado ou barulhento, excesso de pessoas realizando visitas. Aceita-se que a duração diária de choro, expresso pela somatória do tempo em que está presente, apresenta pico na sexta semana de vida (cerca de 2,8 horas/dia) e diminui para 1,0 hora em torno dos três meses de idade. Ocorre preferencialmente no final da tarde. Em 2006, um grupo de pediatras especializados em gastroenterologia pediátrica fez uma proposta para padronizar a definição da cólica do lactente, denominada critério de Roma III3 Assim, caracteriza-se cólica do lactente pela ocorrência diária de episódios inexplicados de choro, irritabilidade e/ ou inquietação por mais de três horas por dia, em três dias da semana durante o período mínimo de uma semana. Os episódios começam e desaparecem sem motivo obvio. A criança ganha peso adequadamente. Evidentemente, o choro faz parte do quadro clinico de inúmeras doenças que podem ocorrer nesta faixa etária, razão pela qual, o médico deve ser consultado e realizar cuidadosa avaliação do paciente 1,2.

As causas das cólicas não estão plenamente esclarecidas. Discute-se a participação conjunta de vários fatores como ocorre em todos os distúrbios funcionais gastrointestinais. Assim, considera-se a interação da imaturidade do sistema nervoso central, status biopsicossocial da família, imaturidade na fisiologia intestinal e alteração na colonização do intestino, ou seja, na microbiota intestinal.

O que fazer quando o bebe está com cólica? Ninguém melhor do que a pediatra para oferecer as orientações necessárias. Alguns princípios básicos devem ser considerados:

  • Os pais devem receber orientação, apoio e serem tranquilizados pelo médico que precisa ter disponibilidade para auxiliar e proporcionar maior segurança;
  • Nunca realizar ações que possam ser causadoras de lesões na criança, como sacudir ou qualquer procedimento que constitua agressão ou risco para o lactente;
  • Não mudar a alimentação, principalmente, interrupção do aleitamento natural exclusivo. Seguir sempre a orientação do pediatra;

Além disso, pode-se tentar:

  • Pegar o bebe no colo ou colocar em contato direto a barriga do bebe com a barriga da mãe;
  • Enrolar o bebe em uma manta ou cobertor;
  • Flexionar as coxas do bebe sobre a barriga;
  • Banho ou compressas mornas na barriga;
  • A mãe, quando necessário, deve pedir auxílio para as tarefas do lar e no cuidado com o bebe, além de dormir máximo possível;
  • Reduzir estímulos para o bebe: evitar locais com muito barulho ou excesso de pessoas;
  • Procurar ambientes tranquilos com uma música ambiente suave;
  • Estabelecer uma rotina para o banho, sono, passeio e outras atividades.

Por outro lado, com frequência são usados remédios para reduzir gases o que não tem eficácia comprovada. Outras vezes, considera-se que a doença do refluxo gastroesofágico possa ser a causa de choro no lactente, no entanto, observa-se em vários países do mundo o uso injustificado de medicamentos que podem ocasionar eventos adversos. Existem, também, várias outras propostas que não têm padronização ou eficácia comprovada (por exemplo, treinamento da família com vídeos para educação e redução do estresse dos pais, carregar continuamente o lactente, entre outros).

Considerando a existência de um padrão diferente na formação da microbiota intestinal de lactentes com cólicas, nos últimos anos vem sendo desenvolvidas pesquisas para avaliar a eficácia de probióticos na prevenção e tratamento da cólica do lactente.

Sucesso vem sendo conseguido com um probiótico específico denominado Lactobacillus reuteri DSM 17938. É importante destacar, que os efeitos clínicos positivos obtidos com um determinado probiótico não podem ser extrapolados para outros. Estudos realizados na Itália, Polônia e Canadá, mostraram que Lactobacillus reuteri DSM 17938 reduz, com significância estatística, a duração do choro de lactantes com cólica. Um estudo recente na Itália mostrou que a administração prévia deste probiótico pode reduzir a duração do choro ao longo dos primeiros meses de vida.

Espero que as informações desta matéria sejam de utilidade para as famílias que estão recebendo novos bebes. Seria muito confortante que a fictícia Mariana mencionada no início desta matéria pudesse falar para a avó do André: “Mãe que bom ter recebido orientação do Pediatra para o controle da cólica. Agora o André é outro bebe. Tudo melhorou. Vou ter mais tempo para planejar melhor minha volta ao trabalho, afinal ser mãe é excelente mas sempre há um novo desafio… Mas nossos bebes merecem o melhor…”

Fonte: Dr. Mauro Batista de Morais. Professor associado, livre-docente da Disciplina de Gastroenterologia Pediátrica e Chefe do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Coordenador do Programa de Pós-graduação em Nutrição (Mestrado e Doutorado) da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. Gastroenterologista Pediátrico da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein.  

Matéria retirada da revista Materlife, Fevereiro de 2019. Edição 170.

 

 

 

 

Quer arrasar neste carnaval? O neon veio para ficar!

Quer arrasar neste carnaval? O neon veio para ficar!

A moda agora é colocar um toque neon em todas as peças. Acessórios, roupas e porquê não em calçados?

A tonalidade virou aposta deste Carnaval e permanecerá no verão. Com cores vibrantes, luminosas e cheia de atitude, a tendência neon promete iluminar a temporada de calor.

Os tons fluors foram hit nos anos 80, junto com a moda fitness fluorescente e o ápice do estilo raver. Voltaram ao radar em 2009 com cores marcantes e tons fluors luminosos. Agora, quase 10 anos após esse grande sucesso, a tendência se reinventa e assumem com força total o Verão 2019. É uma aposta ousada, que promete agradar as fashionistas de personalidade forte.

Óbvio que a Pé com Pé não poderia ficar de fora dessa super tendência.

Apresentamos com exclusividade nossa nova coleção, que veio para divertir, contagiar e deixar sua pequena iluminada, cheia de estilo, conforto e é claro, no mundo da moda.

Modelos disponíveis:

Sandália Neon Amarelo

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Sandália Neon Laranja

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Sandália Neon Pink

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E aí, gostaram? A Sandália Neon Pé com Pé é confortável, divertida e de fácil calce para toda criança.

A Pé com Pé é sucesso em todo o Brasil com seus calçados divertidos e confortáveis. Sempre buscando a melhor qualidade, conforto e segurança que toda criança merece.

“Com a missão de desenvolver produtos infantis que façam prevalecer esses atributos para manter vivo o encanto de ser criança. A Pé com Pé atua no mercado infantil com serviços de qualidade e que superam as expectativas dos clientes.”

A Pé com Pé é conforto + diversão! E toda criança merece.

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Dicas: como calçar a criança nos primeiros meses de vida.

Dicas: como calçar a criança nos primeiros meses de vida.

O SAPATO CERTO PARA O PÉ DO BEBÊ.

“O papel do calçado é crucial no desenvolvimento fisiológico do pé do bebê, por isso é importante escolher o sapato certo”.

Os pés desempenham um papel essencial no desenvolvimento, que vai além do simples apoio à posição vertical. Os primeiros anos de vida são um momento crucial para a prevenção de problemas nos pés na idade adulta. Por conseguinte, é essencial vestir o seu pequeno com seus sapatos que respeitem e apoiem o desenvolvimento fisiológico do pé.

Um sapato para todas as idades.

Em todos estádios da vida, desde o nascimento passando pelo engatinhar e os primeiros passos do bebê, a escolha do sapato certo é essencial, a fim de respeitar e apoiar o desenvolvimento fisiológico do pé e encorajar os pequenos a aprenderem progressivamente o movimento de pisar correto.

Como escolher o tamanho certo do sapato:

Em termos de tamanho, os sapatos para bebês devem permitir bastante espaço, e não devem comprimir ou restringir o pé de forma alguma.

Deve-se considerar que os pés das crianças crescem rapidamente e, em média, o seu pequeno aumentará vários tamanhos ao longo do ano.

“A regra que as avós ainda costumavam usar, vale a pena – quando colocar o polegar entre o dedo grande do bebê e o final do sapato, ainda deve haver um pouco de espaço, a fim de evitar que o dedo do pé fique esmagado contra a ponta do sapato”.

Também é importante verificar o tamanho do calçado do bebê a cada três meses, já que o pé está mudando constantemente.

É melhor evitar sapatos de segunda mão.

Especialistas em ortopedia pediátrica aconselham os pais a não utilizarem novamente os sapatos usados anteriormente por irmãs, devido ao fato de que o calçado utilizado até apenas dois ou três meses assume a forma especifica do pé.

Como tal, é melhor escolher novos sapatos e não deixar usa os de segunda mão, a menos que eles tenham sido usados em poucas ocasiões. 

Matéria retirada da revista Materlife, Fevereiro de 2019. Edição 170.

DERMATITE ATÓPICA

DERMATITE ATÓPICA

A hidratação é a base do tratamento da Dermatite Atópica

Dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele, de caráter crônico e redicivantes. É caracterizada pela presença de coceira de grande intensidade e lesão de pele que se iniciam na maioria dos casos ainda na primeira infância.

Frequentemente observamos correlação da dermatite atópica com outras condições atópicas como a asma e a rinite alérgica. Mais da metade dos pacientes com dermatite atópica desenvolvem as manifestações clinicas no primeiro ano de vida. Entre os fatores de risco para a doença, os principais são fatores hereditários, imunológicos e ambientais.

Fatores hereditários: História familiar, principalmente de pais e irmãos com atopia, confere um importante fator de risco para o desenvolvimento de dermatite atópica.

Fatores imunológicos: É bastante comum a associação de dermatite atópica com outras doenças alérgicas.

Fatores ambientais: alguns trabalhos apontam uma maior incidência de dermatite atópica em famílias urbanas que apresentam menor contato com determinados vírus e bactérias que estimulam setores específicos do sistema imunológico contribuindo para menor intensidade de resposta alérgica.

É comum a associação de alergia respiratória como rinite e asma com a dermatite atópica.

A etiopatogenia da dermatite atópica não está totalmente esclarecida e tem sido demonstrada uma inter-relação complexa envolvendo fatores genéticos, imunitários, ambientais, psicossomáticos, farmacológicos e alteração da própria estrutura da pele.

A dermatite atópica apresenta como principais distúrbios a resposta imunológica e a disfunção da barreira cutânea. A inter-relação entre estes distúrbios provocam um círculo vicioso. A alteração na barreira cutânea promove perda do controle de permeabilidade e deste modo passa a sofrer consequências de agressões físicas, químicas e biológicas como o aumento da permeabilidade a alérgenos e irritantes que vão desencadear muita coceira e escarificação piorando este processo.

Entre os fatores desencadeantes podemos destacar os agentes infecciosos, alérgenos, aero-alérgenos, auto-antígenos e fatores neuro-psico-imunologicos. O paciente com dermatite atópica apresenta pele mais suscetível à infecção por micro-organismos como bactérias, fungos e vírus.

O quadro clínico pode se apresentar leve e localizada até as formas mais graves e disseminadas.

Na lesão clássica ocorre produção do eczema, ou seja, uma inflamação da derme e epiderme, que corresponde às camadas superficial e intermediária da pele. Entre os sinais e sintomas estão a coceira, a vermelhidão e a presença de lesões como pápulas, vesículas e crostas. As características do quadro clínico diferenciam-se de acordo com a faixa etária.

Fase Infantil: Costuma ter início após o terceiro mês de vida e é caracterizada pela presença de lesões em face, face extensora dos membros e ocasionalmente do troco.

Fase Pré-Puberal: A presença de lesões ocorre predominantemente nas dobras do cotovelo e joelho, pescoço, pulso e tornozelo. Nesta fase pouco mais da metade dos pacientes evoluem com melhora ou até desaparecimento total das lesões.

Fase Adulta: Casos de vermelhidão na pele ou lesão generalizada são raros nesta fase. Comumente encontramos lesões liquenificadas, ou seja, alteração da espessura da pele ficando grossa e rígida. Estas lesões são encontradas principalmente nas regiões de flexura de joelho e cotovelo. A fase adulta é mais comum naquelas crianças que apresentaram formas mais graves da doença.

Frequentemente encontramos alterações dermatológicas em portadores de dermatite atópica. Entre estas alterações estão: pele seca, manchas esbranquiçadas na pele, descamação na planta dos pés, presença de acentuação nas linhas de palma das mãos e planta dos pés, escurecimento no contorno dos olhos e palidez da face.

O diagnóstico da dermatite atópica é baseado na história e nas manifestações clínicas. Diversos são os critérios clínicos para realização do diagnóstico sendo a coceira o principal deles seguido de pele seca, história familiar da alergia respiratória, lesão em dobras, aparecimento das lesões antes dos 2 anos de idade entre outros.

A avaliação laboratorial pode ser útil para identificar o agente provocador da dermatite propiciando um melhor plano terapêutico além das orientações para prevenção.

O tratamento é baseado na hidratação, controle da inflamação, controle da coceira e na eliminação dos fatores desencadeantes.

A hidratação é fundamental por promover estabilização da barreira cutânea. Recomenda-se o uso de cremes emolientes sem álcool e fragrâncias principalmente após o banho com o corpo ainda úmido. É recomendado banhos rápidos e mornos além de evitar outros fatores que podem ressecar a pele como o uso de sabonete com fragrância e corante, ar condicionado, piscina com água clorada e produtos químicos.

“Diversos são os critérios clínicos para a realização do diagnóstico sendo a coceira o principal deles seguido de pele seca, história familiar de alergia respiratória, lesão em dobras, aparecimento das lesões antes dos 2 anos de idade entre outros.”

O controle de inflamação é baseado no uso de medicamentos a base de corticosteroide e imunomoduladores tópicos e o controle da coceira com medicações anti-histaminicas. Promover a eliminação dos fatores desencadeantes é fundamental para um bom controle da dermatite atópica e engloba o controle de agentes irritantes, agentes infecciosos, aero-alérgenos e alergenos alimentares.

Dra. Vanessa Radonsky. CRM 108111. Pediatra e endocrinologista pediátrica.

Matéria retirada da revista Materlife, Fevereiro de 2019. Edição 170.